COMBONIANAS
 Combonianas no sul do Sudão
Irmã Sandra Regina Amado 
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Na foto: Irmã Sandra numa sala de aula em Juba
Herdeira da paixão de Comboni
Ir. Sandra é natural de Londrina, Paraná, mas sua família migrou para Rolim de Moura, Rondônia. Sandra é missionária comboniana há 15 anos. Já atuou na Eritreia, e, atualmente, encontra-se no Sul do Sudão, de onde nos manda este seu testemunho.
Atuo em Juba, capital do Sul do Sudão, desde 2007. O Sudão é o país do coração de São Daniel Comboni. Foi aqui que ele se apaixonou pela África e pelos africanos, e deu a vida por eles.
O Sudão é o maior país da África, grandes também são seus desafios. A partilha dos lucros do petróleo entre o sul e o norte, a política, embrenhada na corrupção, e as guerras tribais estão fazendo o povo sudanês sofrer.
A juventude sofre muito mais, porque está perdendo a esperança de um futuro de paz e justiça. Juba cresce desproporcionadamente, e não tem estrutura para tanto. O retorno dos refugiados de guerra e expatriados contribuem para aumentar os conflitos sociais. Os avanços tecnológicos se misturam com o jeito de se resolver as coisas por aqui: quase tudo na base da violência. Damos um desconto, porque o tempo desperdiçado na guerra resulta nisso mesmo. Sem dúvida, a missão no Sul do Sudão continua urgente e atual. É nesse contexto, que vivo a minha missão. Ensino inglês na única escola de segundo grau católica. Na cidade, há muitas outras escolas secundárias, porém, católica só essa. “Comboni Secondary School” foi uma iniciativa da família comboniana em Juba, para comemorar o centenário da morte de Comboni (1881-1981). Irmãs, padres e irmãos combonianos trabalhavam em conjunto. Por dez anos, essa foi a melhor escola da região. Mas, em 1992, no quente da guerra pela autonomia do Sul, todos os missionários estrangeiros foram expulsos de Juba. Então, a escola ficou sob a responsabilidade da diocese.
Em 2006, a comunidade comboniana retornou para Juba, com a condição de que uma irmã comboniana fosse trabalhar na escola: eu sou a única representante da nossa Congregação na “Comboni Secondary School”. O desafio é grande. Apesar da escola nunca ter fechado suas portas durante a guerra, ainda assim ficou marcada profundamente pela situação de Juba e de todo o país, não lhe sendo possível muito avanço, agora também.
A diocese espera que a minha presença na escola contribua para restabelecer um pouco de sua qualidade do passado. Mas nós missionárias e missionários somos poucos para as necessidades da missão. Estamos lutando para continuar com o serviço educacional à juventude de Juba. Deus queira que o suor não seja em vão! Gosto de atuar na área da Educação. Os jovens são atentos, apesar da pobreza de material didático e humano. A gente usa da criatividade, e faz o que pode, confiando em Deus e em São Daniel Comboni que continua vivo na nossa missão, terra de sua paixão.
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